Reserva ovariana: o que é e por que ela importa para a fertilidade feminina
Por Dra Juliana Mendonça
15 de setembro de 2026
Quando falamos sobre fertilidade, é comum pensar apenas na idade ou na regularidade do ciclo menstrual. Mas existe outro aspecto importante nessa avaliação: a reserva ovariana.
Ela representa, de forma geral, a quantidade de folículos presentes nos ovários que ainda têm potencial para originar óvulos. Ao longo da vida, essa reserva diminui naturalmente, e essa redução se torna mais acelerada com o avanço da idade.
Entender esse processo pode ajudar a mulher a tomar decisões mais conscientes sobre sua saúde reprodutiva.
O que é reserva ovariana?
A mulher já nasce com uma quantidade determinada de óvulos. Diferentemente do que acontece com os homens, a produção de novos óvulos não ocorre continuamente ao longo da vida.
Com o passar dos anos, a quantidade de folículos disponíveis diminui. Por isso, a reserva ovariana é considerada um dos aspectos importantes na avaliação da fertilidade.
Mas existe um ponto fundamental: reserva ovariana não é sinônimo de fertilidade.
A idade também importa
A idade é um dos principais fatores relacionados à fertilidade feminina.
Com o envelhecimento, além da redução da quantidade de óvulos, ocorre uma queda progressiva na qualidade dos óvulos. Essa mudança pode aumentar a dificuldade para engravidar e também o risco de alterações cromossômicas.
Por isso, avaliar a reserva ovariana pode ser especialmente importante para mulheres que desejam postergar a maternidade, têm histórico familiar de menopausa precoce ou apresentam alguma condição que possa afetar a função dos ovários.
Como a reserva ovariana é avaliada?
A avaliação pode envolver diferentes ferramentas principalmente pela:
Ultrassonografia transvaginal com contagem de folículos antrais Permite avaliar os ovários por meio da contagem dos folículos antrais, realizada em um período específico do ciclo menstrual, quando ocorre o recrutamento desses folículos. Esse exame é um dos recursos utilizados na avaliação da reserva ovariana e deve ser interpretado de acordo com o histórico e o objetivo de cada paciente.
Além da ultrassonografia, podem ser solicitados exames hormonais complementares, como o hormônio antimülleriano (AMH) e o FSH, que deve ser dosado preferencialmente no primeiro ou segundo dia da menstruação. A combinação dessas informações permite uma avaliação mais completa da função ovariana.
Planejamento também é cuidado
Conhecer a própria reserva ovariana não significa precisar tomar uma decisão imediata sobre a maternidade. A informação pode simplesmente ajudar a mulher a entender melhor seu momento reprodutivo e planejar o futuro com mais consciência.
Se você tem dúvidas sobre sua fertilidade ou quer entender melhor o seu momento reprodutivo, marcar uma avaliação ginecológica individualizada é o melhor ponto de partida.